A Luz...O Rio, a Raiva e o Reino

Em ano de eleição, o Rio vive do Bom e do Ruim.
Local onde o Luxo se mostra aos pobres, uma vez no Ano, é um local que demonstra ter grande capacidade para lidar com contrastes.
A Raiva geral da população, contra o crime organizado que se moveu à revelia, mostrando seu poder de invadir as ruas e queimar nossos carros e ônibus, demonstra que poder havia, ao menos em parte, para tais ações.
Onde ficou o estado, o Reino, em um local que pode ser tomado de assalto a plena luz do dia, em tantos locais?

Pois bem, descobriu a cortina, de que lá, em muitos momentos e em específicos endereços, o estado não existia.
Historicamente, o Rio foi tomado pelo Estado, para ser o Poder, deixando sem legado e apoio, o resto da população. Isto data da chegada do Rei, quando as favelas foram criadas pela expulsão dos pobres. Criou-se então, dois Rios. Um magnífico, conhecido no exterior pelas suas belezas (praias, mulheres e requintes) e marcado pelas suas baixezas (tráfico, corrupção e micro-estados paralelos). Desta divisão antiga, cultivada há tempos, surgiu um Rio que tentou invadir o outro. Só após demonstrar isto explicitamente, resolveu-se combatê-lo.

Que elite, desdenhou de sua tropa a ponto de oferecê-la à Corrupção?
Que elite, comprou as drogas, mantendo o enriquecimento do tráfico?
Que elite, gerou a ilegalidade na polícia, botando-os carentes de recursos, perto de oportunidades tão mais vantajosas?
A Guerra não terminou. Apenas houve uma batalha ganha.
Sucinto pensador dispõe em livros, hoje nas telas, os percalços de erros que levaram a esta dor.
Mas a solução é longa.

Trazer a sociedade para dentro é o início.
Cuidar desta sociedade é um dever.
Restaurar a ordem para que se cumpra é uma necessidade.
Retirar o joio contaminado, também.

Por isso digo que o Rio corre, a Raiva escorre, mas para o Reino, muito mais ainda, há que se fazer...
Viva o Hoje, mas faça o Amanhã