Sobre a Fé A Luz... Sobre a Fé
Não questione os que rezam ou oram,
se seus votos são sinceros.
Não questione os que se enclausuram,
pois se é verdadeiro e uma escolha própria
o que fazem, que direto temos.

Não usurpe do outro a sua fé,
se ele não lhe causa oposição ou indiferença.
Pois que a fé é um ato do homem para com Deus
que não cabe a outro desfazer ou questionar.

Se fores convicto, de que o homem pode chegar
a Deus e que este caminho não tira a liberdade
de outro homem a não ser a sua própria,
que mal há nisso?!

Se tens força em tua fé, se ela te move a mundos
melhores, se ela te congrega a aceitar e amar
outros humanos, bendita é esta fé.

Se ela se realiza em mosteiros, em templos,
em clausuras, e se o homem que está lá
deseja lá estar, que mal a nisto.

Pois, enquanto alguns andam sobre a terra,
a vaguear, a se perder, a se descaracterizar
como homem, ainda bem, que outros por ti
zelam, em suas orações e cântigos.
Pois além dos guardas (anjos da guarda),
estão as sentinelas, voltados apenas à oração.

Em um mundo em que tantos erram com outros homens,
estes, que aparentemente nada fazem, talvez os estejam
protegendo com suas devoções tão esmeras.

Diferente dos que tomam partido, ou dos que lutam,
estes refazem com suas orações, uma energia que
o mundo carrega, opondo-se a tantas outras,
desregradas e vis, que fora destes templos,
a humanidade descarrega.

Abençoado seja aquele que se ausenta de sentir
para doar de si o seu tempo, rezando, orando, cantando
pois são para o Todo, um apoio incomensurável
para que luz se desvele aos demais que só andam
e as vezes, se perdem.

Aos Monges de todas as religiões.