Em Busca da Vida

Às vezes penso,
Para que serviu minha vida...
Se tantas coisas que
Eu não devia ter feito
Eu fiz,
E tantas outras,
Que deveria,
Não o fiz...

Concluo percebendo
A infinidade de meus erros
E nesse momento julgo-me
Incapaz de continuar...
Sinto-me um fraco...
Desistir ou abandonar,
Parace ser a única solução.

Porém,
Neste desatino,
Me vejo pensando...
Pensando, sinto o que Eu Sou,
Às vezes pelo sacudir do meu Corpo
Ou pelas lágrimas que caem...

Mas, quem é este
Que sente e chora...

Sim!!! Sou eu, um autêntico
Ser humano...
E como um ser humano,
Um ser que age, que vive,
Que observa...

Aliás, um ser criado,
Por alguém que acreditou
Em mim, que valia a pena
Eu existir...

Não falo só dos pais menores,
Mas do pai maior, que mesmo
Invisível, se manifesta
Através de tantos...

Pensando assim,
Eu me vi sorrir,
E sorrindo, descobri que
Não sei só chorar...
Que se mal feito algo fiz,
Bem feito posso fazer...
Que se chorar alguém fiz,
Sorrir eu posso fazer...

Enfim, que eu posso...
Que enquanto viver eu posso...

Assim revesti-me
De misericórdia e Amor
Para comigo e Todos,
E deixei o meu julgar.

E a mesma misericórdia
Transformei em amor
E tornei a me amar...
A mim, e, consequentemente
Aos outros...

Que saiba o homem
que cada parte de si,
é amplamente polivalente...

Que cada momento tem sua função
e sua polaridade,
e que cabe a ele defini-la
ou aceitá-la.

E, o mais importante:
«Que o que não foi feito ontem
sempre pode ser feito amanhã...»

Escrito em 26/08/2001 - Texto d'Ament - A Voz que voz fala!

OBS: Este texto pode ser divulgado,
mas, mantenham o endereço da fonte: " www.ament.com.br"