A Verdade

Todos dizem que a verdade é história...
mas quem dirá que a verdade
É imaginação...

Eu!!!
De certo modo ela é,
pois aquilo a que nos referimos ser a verdade,
é a seqüência de fatos reais «físicos» vividos pelas pessoas...
Esta, sem dúvida, não é a verdade de Platão,
nem a dos Egípcios, nem a dos Indús e Taoístas.
Pois a verdade destes, paira muito além destas.

Esclareço-lhes...
A verdade tida hoje como verdade,
é apenas aquilo que garantiu-se ocorrer,
de acordo com o testemunho de presentes.
É uma posição dos fatos, dita como real e comum.

Pois que, não há uma posição única sobre qualquer fato
e apenas versões escolhidas ou aceitas.
Além de serem sempre «apenas parte» dos acontecimentos,
que nos é possível, «hoje», reconhecer...

Diante disso, trago-lhes uma máxima:
«Quem pode sentir todo o calor do sol de apenas um dia?

Se algo ocorreu em algum lugar,
quem recolheu em si todas as imagens do acontecimento,
de todos os ângulos e do ponto de vista de todos os seres presentes?
Ninguem é a resposta! Ou o Todo, apenas.

Sendo assim, o que é esta verdade traduzida pelos humanos???
Apenas uma versão, uma dentre várias...

Mas não quero eu atacar a verdade...
Não a verdadeira, a que está um nível acima (ou mais)...

Na verdade (...minha...)
quero dispor-lhes o fato de que,
se não podemos chegar à verdade sobre os fatos,
como podemos julgar-lhes...

E mais,
como podemos julgar aqueles que o acometeram,
ou dele participaram...

Quero apenas esclarecê-los de que,
se não temos certeza dos fatos,
não devemos julgá-los..

E condenar pessoas por causa deles,
menos ainda.

Muitos ainda não compreenderam bem
o conselho de JESUS quando disse:
«Aquele que não tiver pecados,
que atire a primeira pedra...»

Não que só tenhamos pecados,
mas os temos porque nunca tivemos
total controle sobre nossos atos.

E no reconhecimento de que não
controlamos ou conhecemos os motivos reais
do que fizemos e fazemos,
que nos percebamos também,
como pecadores...

Não interpretem mal esta contenda...

Apenas quero lhes fazer ver
que há dois motivos para não julgar...?

«Não conhecemos realmente os motivos dos outros,
e se suas ações foram nativas de suas consciências
ou de momentos de ausência ou descontrole delas...»

«Não conhecemos totalmente o nosso ser ,
nem controlamos totalmente as nossas ações»

e mais ,
«não sabemos o real motivo de muitas delas...»

Por isso , repasso uma máxima que aprendi
com alguém que me é muito caro:
«Um erro não justifica o outro...»

E acrescento-lhe o seguinte adendo:
«Se há problemas ,
resolva-os da melhor maneira possível ,
mas não perca tempo procurando culpados ,
pois eles , ou não existem ,
ou não são importantes , enquanto tal.»

Escrito em 26/08/2001 - Texto d'Ament - A Voz que voz fala!

OBS: Este texto pode ser divulgado,
mas, mantenham o endereço da fonte: " www.ament.com.br"