O Velho Huang Thu

Era mestre no caminho, um velho senhor chamado Huang Thu. Seus filhos o chamavam "Grande Pai". Era mestre da Escola Xintú de Ganssai.
Passeando pelas flores, ele explicava a seus discípulos, a temporariedade da beleza. Viam eles nas flores, o desejo de explendiosidade do que dura pouco, do que é instável, intenso. Quando passavam pelo lago, viam na água contida, a capacidade de guardar, manter, estabilizar-se.
Em vinte anos, seus discípulos estavam formados e seguiram para cantos diferentes, com a intenção de remontarem em ensinamentos, todas as experiências por eles adquiridas. O mestre ficara no vilarejo e pegara mais 10 novas crianças para acompanha-lo em seus pensamentos.
Toda tarde, quando o sol se aproximava da terra, eles se reuniam no velho e simples templo do mestre Uang Thu. De lá observavam o reflexo da luz do sol, que naquele horário iluminava as paredes internas do templo. Sentiam-se de grande beleza e nela se esforçavam por expandir. Nos momentos em que, como as flores, era intenso em si esta imagem, não esqueciam do espelho, que fixo, imóvel, estático, era o receptáculo contínuo da luz momentânea que por ali passava..
Mestre Huang Thu, dizia então estas palavras:

"Meus filhos,
Eu Sou teu Sol e o Sol é meu Sol.
Eu reflito dele, a luz que dele me toca.
Vós hoje sois lagos e é em vós,
que sois lago, que a beleza da flor,
que hoje reina, ira ser vista.
Que o espelho seja eu e que a luz seja vossa."

Por muitas gerações, Mestre Huang Thu viveu e ensinou. Até hoje seu templo existe, em cada um.